Mão de obra de segurança no cenário atual.


Até quando o mercado irá suportar este tipo de prestação de serviço nos moldes como se encontram nos dias de hoje e da forma como foi construída a sua relação profissional fora do contexto efetivo de segurança e numa condição que desqualifica o fator humano que trabalha sob condições desumanas?


Até quando os clientes irão suportar tamanho custo operacional por uma solução sabida desqualificada e despreparada?


Até quando estes profissionais irão suportar tamanha carga imoral e desigual?


Até quando as seguradoras aceitaram comumente tudo isso, uma vez que o cliente já não suporta tamanha carga de risco?


Poderíamos ficar um bom tempo aqui pontuando questões voltadas a “Mão de Obra” no mercado de prestação de serviços de segurança e controle de acesso e isto por si só já seria um diagnóstico temerário do quadro atual.


Mas entendo que a mais grave das perguntas é: De quem é essa culpa?


· Do próprio profissional que não sabe se posicionar e brigar pela valoração da dignidade da pessoa humana;

· Das empresas que prestam esse serviço sem capacidade técnica de oferecer solução de segurança, mas somente o aumento permanente dos quadros de mão de obra;

· Do cliente que não sabe se posicionar e até exigir das empresas de segurança a solução e expertise da prestação de serviço, a qual se propõe quando se busca pela terceirização.

· Dos sindicatos que impõe nas convenções trabalhistas e patronais da categoria e que refletem diretamente no preço final;

· Da exploração “conveniente” do caos social com o problema endêmico de segurança pública;

· Das apólices de seguro cada vez maiores e que mantém tal segmento em relativo conforto;

· Etc.


De tudo que está exposto aqui a ponta mais frágil e substituível é a mão de obra, e por tudo isso devem ter o perfil de qualificação e capacitação moral e intelectual a níveis muito baixos e a preços muito alto, pois este é o custo da vergonha moral!


O mercado mundial já se posicionou. Sistemas tecnológicos com inteligência artificial e analítica embarcadas em sistemas de segurança já estão disponíveis. A redundância de proteção por integração de plataformas diversas e auditáveis mitigará a subjetividade humana e passará a exigir quadros cada vez menores de pessoal, no entanto altamente ou pelo menos muito qualificado, conceitualmente e moralmente e proporcionalmente remunerados.


Tais serviços se fundamentarão na área de inteligência e pronta resposta de diagnósticos e reação efetiva e cirúrgica.


Esta evolução já está disponível e a preços muito mais acessíveis que o modelo atual. A adequação tecnológica hoje se paga com o saving alcançado com o remanejamento operacional adequado.


Bernardino de Jesus

Consultor Sênior de Segurança

0 visualização

Bernardino de Jesus  |  Especialista em Segurança Física de Instalações  |  BJ Assessoria e Consultoria de Segurança  |  011 99223-7529 

© Copyright 2023  Strategic Consulting