Gestão remota e sua importância na central de controle operacional.


Com o advento das soluções tecnológicas de segurança por protocolo de internet - IP – Internet Protocol – seguramente o setor passou por um divisor de águas e rompeu as fronteiras convencionais convergindo sua essência para ações preventivas de inteligência baseadas nestas plataformas.


Qualquer projeto de segurança que não englobe as tecnologias hoje disponíveis e plenamente acessíveis não terá o sucesso esperado frente a evolução e capacidade do crime organizado.


No entanto será exposto neste artigo um outro fator de extrema relevância que é a necessidade e capacidade de gerir todas as operações que envolvem não só a segurança patrimonial, mas também todos os processos operacionais de um grande empreendimento, tais como, manutenção, limpeza e qualquer demanda, seja ela operacional ou administrativa, denominada aqui de gestão remota efetiva.


As Centrais de Controle Operacional – CCO deverão ter sua capacidade de gestão ampliada e definida para este propósito, pois a administração de qualquer processo envolve a forte supervisão permanente.


Se traduzida a palavra SUPERVISÃO não no seu sentido literal, mas no contexto de super - visão ou visão ampliada, remeterá ao fator de que a CCO com sua amplitude de cobertura de áreas por câmeras de CFTV, sensores de detecção, dispositivos de controle de acesso e comunicação centralizada, terá todas a condições técnicas e operativas para desempenhar este papel que passa a ser de suma importância, além do fato que embasará decisões quanto aos investimentos necessários de implantação.


Tal importância se dá pelo fato de que todos os seus processos poderão ser auditados, controlados e gravados/registrados, com isso a rastreabilidade, os diagnósticos precisos de causa e efeito de incidentes remeterão ao permanente aperfeiçoamento de seus Operadores e na mitigação da subjetividade humana, o ponto mais vulnerável de qualquer estratégia de segurança.


As tecnologias disponíveis, hardwares e softwares com inteligência analítica embarcada e softwares PSIM de gerenciamento remoto, se desenhados adequadamente na sua customização e personalização, baseados em processos e protocolos cruzados, o resultado da diminuição de falha humana será certo e garantido.


O valor agregado desta orientação se traduz em eficiência operacional e na readequação do efetivo operacional em um quadro menor e mais capacitado, uma vez que a CCO terá todo o controle das áreas comuns, restritas e dos pontos de acesso, tendo a seu dispor plataformas tecnológicas concebidas para tais finalidades. O Agente de campo desempenhará sua atividade fim, atuando eventualmente numa ocorrência sistêmica conforme protocolos contingenciais.


Normalmente esta readequação de quadro trás a economia que viabilizará a adequação tecnológica.


No aspecto segurança a CCO exercerá controle permanente e efetivo sobre todas as áreas de riscos e operacionais, devendo ter a seu dispor um plano de segurança muito bem elaborado baseado nas estratégias redundantes das soluções tecnológicas disponíveis.


Este desenho quando bem arquitetado gerará inputs confiáveis e os softwares gestores direcionarão por check-list as medidas corretivas protocolares de contingências.


Este é o futuro, a qualificação dos recursos humanos, a adequação tecnológica permanente, a gestão remota efetiva sobre todas as operações e a busca incessante pela eficiência protetiva, operacional e financeira.


Bernardino de Jesus

Consultor Sênior de Segurança



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Bernardino de Jesus  |  Especialista em Segurança Física de Instalações  |  BJ Assessoria e Consultoria de Segurança  |  011 99223-7529 

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