A inteligência contra o crime organizado.


Hoje em dia qualquer intensão de embate direto contra o crime organizado, na pretensão de subjugá-los, é um grande equívoco em qualquer estratégia de segurança privada.


As razões que limitam tal enfrentamento, vão desde as prerrogativas legais do código penal que cerceiam em muito a capacidade de reação dos agentes de segurança, pois estes têm que ponderar muito sobre as implicações legais e vitais de suas ações ou reações. Os criminosos não levam esta ameaça do risco de vida ao pé da letra e o sistema prisional lhes é familiar e, portanto, a privação de liberdade não é uma ameaça de fato.


Outro aspecto legal são as regras que regulamentam a atividade da segurança privada, especificamente nos calibres de armas disponíveis e autorizadas, sem entrar no mérito do nível de treinamento e currículo obrigatório na formação destes profissionais no emprego de armas de qualquer calibre.


Diante desta grave circunstância de fatores, de que forma então devem ocorrer as ações preventivas?


A resposta mais efetiva atualmente é no campo FINANCEIRO, na inviabilidade econômica do sucesso da investida criminosa.


Os meios tecnológicos de proteção amarrados pelo maior número possível de redundâncias, numa estratégia adequadamente planejada e implantada, associada a um plano de ações integrando os recursos humanos e sistemas de defesa através de protocolos claros e precisos, trará uma afetação nas intenções criminosas já na fase da cogitação / planejamento.


Nesta etapa é onde deve ser travada esta batalha, mostrando que os preparativos da possível ação criminosa, tomam um volume tão caro de investimentos necessários para romper todas as redundâncias, refletindo ainda num pequeno espaço de tempo para a sua execução, como num tempo menor de reação das forças policiais.


Este conjunto defensivo é que mostrará o risco operacional da investida criminosa a níveis muito alto e por consequência a inviabilidade na sua relação do custo operacional versus retorno financeiro, garantindo assim o fator excludente como alvo criminoso.


A compreensão destes fatores remeterá a importância de um plano de segurança integrado, nas suas bases fundamentais que são: TECNOLOGIA - PROTOCOLOS - RECURSOS HUMANOS - GESTÃO.


A contratação de um profissional com larga experiencia de campo para a capacitação operacional dos agentes, o profundo conhecimento dos sistemas tecnológicos disponíveis para o desenho de uma solução personalizada, compatível com a disponibilidade financeira e sua expectativa de segurança é outro ponto que deve ser considerado com bastante cuidado.


Bernardino de Jesus

Consultor Sênior de Segurança

0 visualização

Bernardino de Jesus  |  Especialista em Segurança Física de Instalações  |  BJ Assessoria e Consultoria de Segurança  |  011 99223-7529 

© Copyright 2023  Strategic Consulting